quarta-feira, 6 de abril de 2011

O Roubo

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Let the Right One In

Ficha Técnica
Director: Tomas Alfredson
Elenco: Kåre Hedebrant, Lina Leandersson, Per Ragnar, Henrik Dahl, Karin Bergquist, Peter Carlberg, Ika Nord.
Produção: Carl Molinder, John Nordling
Fotografia: Hoyte Van Hoytema
Duração: 114 min.
Ano: 2008
País: Suécia
Género: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Filmes da Mostra
Classificação: 16 anos

Crítica
Na minha opinião, o filme "Let the right one in" ganha, logo à partida, pelo elenco escolhido. Achei os actores fenomenais, a forma como se entregaram e desempenharam as suas personagens tornou o filme interessante do inicio. É um filme que apela muito às emoções, mas de uma forma muito subtil. Aborda assuntos da actualidade (como o bullying) misturados com fantasia obscura, ao fazer de uma criança de 12 anos uma vampira assassina. É portanto um filme algo polémico e corajoso.
Observar o romance de dois miúdos de 12 anos "excluídos" da sociedade e a forma natural como este se desenvolve ao longo do filme não foi uma perda de tempo. Foi a prova que um filme de baixo orçamento pode ser tão bom ou melhor do que um filme dispendioso.
O realizador deste filme teve a coragem de personificar em crianças que devem ser felizes e inocentes, o horror de serem más umas para as outras, o sofrimento e solidão por que podem passar, e, principalmente o horror de ter de matar e viver com isso em tenra idade.
Para além da forte representação, considerei o tipo de imagem e os planos obtidos excepcionais, tendo tido grande relevância no sucesso do filme. Os cenários também ajudaram a criar o ambiente apropriado. Achei muito bom não terem utilizado grandes efeitos visuais, o que destacava ainda mais quando utilizados.
Podem ser tiradas lições morais do filme, através da observação das personagens... A forma como reagem às diferenças, como lidam uns com os outros. Tem cenas muito bonitas e profundas e a música foi muito bem escolhida.
Porém, não posso deixar de dizer que um pouco mais de acção ou a história mais desenvolvida, com mais conteúdo, não lhe fariam mal. Mas faz sentido, sendo um filme mais virado para o lado intrínseco e sentimental das pessoas. Aconselho.
Exercício de Aplicação sobre Planos

Morangos Silvestres (excerto)




Plano geral picado panorâmico horizontal da direita para a esquerda (0-15 seg.)

Plano picado fixo muito geral (15-21 seg.)

Traveling da direita para a esquerda, plano próximo frontal (22-44 seg.)

Traveling da esquerda para a direita, plano próximo frontal (44 seg.-1:07 min.)

Plano geral médio fixo frontal (1:07 min.-1:10 min.)

Traveling da esquerda para a direita, plano próximo frontal (1:10 min.-1:22 min.)

Traveling da direita para a esquerda, plano próximo frontal (1:22 min.-1:42 min.)

Traveling da direita para a esquerda, grande plano frontal (1:42 min.-1:46 min.)

Traveling da esquerda para a direita, grande plano frontal (1:46 min.-1:49 min.)

Traveling da direita para a esquerda, grande plano frontal (1:49 min.-1:53 min.)

Traveling da esquerda para a direita, grande plano frontal (1:53 min.-1:58 min.)

Traveling da direita para a esquerda, grande plano frontal (1:58 min.-2:02 min.)
Traveling frontal para trás, grande plano (2:02 min.-2:06 min.)
Traveling da direita para a esquerda, grande plano frontal (2:06 min.-2:12 min.)
Traveling em plano de pormenor picado (2:12 min.-2:13 min.)
Panorâmica de frente para trás, plano próximo frontal (2:13 min.-2:18 min.)
Traveling de frente para trás, plano próximo frontal(2:18 min.-2:41 min.)
Panorâmica com zoom in, da direita para a esquerda, plano próximo frontal até grande plano frontal (2:41 min.-3:04 min.)
Panorâmica da esquerda para a direita com zoom in até plano próximo frontal (3:04 min.-3:19 min.)
Traveling frontal para trás, grande plano (3:19 min.-3:32 min.)
Fotonovela

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Queria de ti
"Queria de ti um país de bondade e de bruma.
Queria de ti um mar de rosas e de espuma."
Cidade Monótona
Outro trabalho de som, correspondente a este excerto de texto:
A Cidade
"Ao longe ouvia-se uma sirene que parecia uma velha a chorar.
 A multidão ia engolindo a sinfonia dos pássaros com ruídos de frenesim.
 No mercado, soltavam-se berros de pregão, coisas fortes como o fado.
 As máquinas - carros, guindastes, ... - misturavam-se com os bichos da cidade.
 A chuva e o vento tornavam-na imensamente prisional."